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Guaco

Guaco
Nome Popular: Guaco

Outros nomes: cipó-caatinga; cipó-catinga; cipó-sucuriju; coração-de-jesus; erva-de-cobra; erva-cobra; guaco-liso; guaco-de-cheiro; guaco-trepador; guaco-verdadeiro; erva-cipó; guape; micânia; uaco; guaco (espanhol); guaco (francês); guaco (inglês); guaco (italiano); Bejuco de Aradores (Pr.; JTR); Bejuco de Finca (Dor.; Ma.; AHL; RAI); Bejuco de la Estrella (Ma.; JFM); Cepú (AHL; RAI); Cipó Catinga (Brazil; Creole; Guy.; EGG; GMJ; RAI); Coração de Jesus (Brazil; Ma.; MPB; RAI); Erva das Serpentes (Ma.; RAI); Erva de Cobra (Brazil; JTR; MPB); Erva de Sapo (Brazil; MPB); Guace (RAI); Guaco (Arg.; Brazil; Dutch; Eng.; Fr.; Ger.; Peru; Scn.; Sp.; AH2; ARG; EFS; EGG; LOR; MDD); Guaco de Cheiro (Ma.; RAI); Guaco Morado (Ma.; Sp.; EFS; JFM); Guako (Den.; EFS); Guasca (Ma.; JFM); Herba Capitana (Ma.; JFM); Hoja de Guaco (Ma.; JFM); Huaco (Ger.; Peru; EFS; RAR); Huaco Huanchohuisacha (Peru; EGG; SOU); Huanchohui Sacha (Peru; RAR); Lewe Epit (Wayana; GMJ); Liane Francois (Fr.; Haiti; AHL; RAI); Liane Sor Francois (Haiti; AHL); Matafnca (Dor.; Sp.; AHL; RAI); Radie Grage (Creole; Guy.; GMJ); Radie Serpent (Creole; Guy.; GMJ); Sucurijú (Brazil; EGG; RAR); Toxichec Cimmarón (Mex.; JTR); Uaco (Brazil; MPB); Vedolín (Ma.; AHL; RAI); Verdolín (His.; AHL); Wape (Ma.; JFM); Yamaka Hunami (Creole; Guy.; GMJ); Zerb’ Grage (Creole; Guy.; GMJ).

Nome Científico: Mikania glomerata Spreng.

Família: Asteraceae

Nomes Botânicos: Willoughbya glomerata (Spreng.) Kuntze.; Mikania glomerata var. montana Hassl.; Cacalia trilobata Vell.; Mikania amara Willd. var. guaco (Humb. & Bonpl.) Baker; M. hederaefolia DC.; M. olivacea Klatt; Mikania cordifolia;

Nome Farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes Usadas: folhas (preferencialmente as mais jovens.); planta florida fresca ou seca.

Sabor: picante e amargo.

Constituintes Químicos: essencial rico em: resinas; taninos; saponinas; guacosídio; diterpenos e sesquiterpenos (cineol; borneol e eugenol); substância amarga (guacina; cumarinas; guacosídeo); ácido caurenóico; ácido isobutiriloxi caurenóico; heterósida; ácido cinamoilgrandiflórico; ácido entkaur-16-eno-19-óico; ácido namoilgrandiflórico; ácido estigmast-22-en-3-ol; estigmasterol; flavonóides; esteróis.

Propriedades Medicinais: antiasmático; antiespasmódico; antigripal; antiinflamatório; antimicrobiano; antinevrálgico; antiofídico; anti-reumático; anti-séptico (das vias respiratórias); antitussígeno; aromático; béquico; broncodilatador; calmante; cicatrizante; conservante; depurativo; emoliente; estimulante; estomáquico; expectorante; febrífugo; hepatoprotetor; hipotensor (folhas frescas); peitoral; sedativo; sudorífero; tônico; diurético; febrífugo; emoliente; mucolítico; descongestionante; antitóxico; antialérgico; antitérmico; abortifaciente; antiaderente; anti-histamínico; antimalarial; antisifilítico; antiulcerativo; canditicida; diaforético; inibido da Metaloprotease; orexigênico; protisticida; inibidor da serineprotease; estomáquico; vermífugo; emenagogo; laxativo; hipotensivo; emético; hepatoprotetora; adaptogênica;

Indicações (Uso Interno): ácido úrico; afecções do trato respiratório; albuminúria; ansiedade; artrite; asma; bronquite; coqueluche; febre; ferimentos; gota; hemiplegia (paralisia de um lado do corpo); inflamação de garganta; inflamações intestinais; insônia; malária; nevralgia; resfriado febril; reumatismo; sífilis; tosses rebeldes; úlceras; tosse com muco; sinusite; gripe; resfriado; artralgias; afecções pulmonares; rouquidão; afecções respiratórias em geral; alergias respiratórias; alergias em geral; câncer; candidíase; cólera; cólica; constipação; diarréia; dismenorréia; disúria; enterite; gastrite; hepatite; pressão alta; hidrofobia; histeria; infecções; laringite; oliguria; dor; faringite; pleurasia; reumatismo; garganta dolorida; espasmos; dor de estômago; estomatite; sífilis; tétano; tonsilite; tricomoma; tripanossoma; tumores; úlceras; urogenitose; vermes;

Indicações (Uso Externo): dermatites; eczema pruriginoso; manchas de pele; micoses; picada de insetos e cobras; pruridos; rouquidão; feridas; cortes; contusões; mordida de cachorro; edema; coceira; periodontite; inchaços; caspa;

Indicações Pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: elimina frio e umidade do pulmão. Regulariza o Xue e tonifica o Wei Qi. Tonifica o yin do Estômago.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 3 – Ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 4 – Ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo • Categoria 10 – Ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 12 – Ervas para regular o sangue (Xue) • Categoria 19 – Ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – Ervas para aplicações externas.

Elemento predominante na MTC: Metal e Madeira.

Atuação nos Canais: P e E.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha e Pitta e equilibra Vata.

Rasa: picante e amargo.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: população indígena e cabocla utiliza a erva como antitóxica para veneno de cobra. Eles preparam chá com as folhas e levam por via oral, bem como aplicam as folhas ou o suco do caule (com pressa) diretamente sobre a picada de cobra. Tribos da floresta tropical da Amazônia utilizam a haste da folha esmagada topicamente sobre picadas de cobra. Fazem infusão de folhas como curar a febre, desconforto gástrico e para o reumatismo. Os povos indígenas da região amazônica na Guiana aquecem as folhas para colocar em erupções e coceiras na pele. Várias tribos indígenas também acreditam que ao esmagar as folhas aromáticas frescas e deixá-las em torno das áreas de dormir, o aroma picante irá afastar as cobras. Por esta razão e por causa da longa história, ganhou o nome em sistemas de medicina de ervas como “cobra cipó” e “erva cobra”.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral:não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: devido às cumarinas; é contra-indicado para pessoas com hepatopatias (antagonista da vitamina K); trombocitopenia e coagulopatias. Contra indicada para pessoas que usam anticoagulantes ou heparina (aumenta o risco de sangramento). Não indicada para menores de um ano de idade e mulheres na menstruação. O uso excessivo pode causar taquicardia; vômitos e diarréia. Pode causar vômitos e diarréia se usado em doses elevados ou em excesso. Podem ocorrer acidentes hemorrágicos; quando usado em tempo prolongado.

Interações medicamentosas: por ser rica em cumarinas interfere na coagulação sangüínea. Antagoniza com vitamina K.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Cultivo:

Planeta regente: Mercúrio. Atua em distúrbios associados ao trânsito de Júpiter em Touro, Júpiter em Gêmeos, Netuno em Gêmeos.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: nativa da América do Sul surge espontaneamente na Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, especialmente nas regiões sul e sudeste. Espécie autóctone da que cresce espontaneamente em matas primárias, capoeiras, capoeirões, orla de matas, terrenos de aluvião, em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. É encontrada desde 50 a 500 m de altitude.

Informações clínicas e/ou científicas: existem estudos mostrando que, quando o Guaco é plantado em pleno sol, o seu teor de princípios ativos diminui. Raul Coimbra escreveu o primeiro artigo validando o uso do guaco como droga expectorante de ervas em 1942. Em um estudo de 1984, voluntários humanos receberam uma folha de chá guaco e pesquisadores relataram os efeitos contra tosse fortes. Outros pesquisadores brasileiros publicaram trabalhos sobre os efeitos antiinflamatórios do extrato de folhas de guaco, em 1992.

Descrição botânica: cresce como uma trepadeira, mas como não tem garras para se prender, precisa ser escorada ou presa a um suporte. Planta subarbustiva, trepadeira, perene, de ramos lenhosos, cilíndricos, estriados, castanhos e glabros. As folhas são pecioladas, arqueadas, de cor verde intenso, glabras, aromáticas, opostas, providas de contorno oval, trilobadas, membranáceas às coriáceas, de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme; são aquinquinervadas na base, sendo à margem dos lobos lisa. O limbo mede 8 a 15 cm de comprimento por seis a nove cm de largura, e o pecíolo três a sete cm de comprimento. A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30 cm de comprimento. As bractéolas são uninerves, lineares ou brácteas liguladas, ciliadas e de ápice agudo e oblongo. Corola infundibuliforme provido de cinco lacíneas triangulares. O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a rosada. Fruto tipo aquênio, pentangular, piloso ou levemente glabro, medindo três mm de comprimento.

Toxicidade: sem toxicidade nas doses recomendadas. O FDA lista esta planta em sua relação de plantas tóxicas. Recentes estudos de toxicidade com ratos (em 2003) confirmam que, mesmo em doses elevadas não tem quaisquer efeitos tóxicos ainda que possa causar efeitos colaterais indesejáveis com náuseas, vômitos e diarréia.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA - consultora em fitoterapia, professor e criador do ERVANARIUM • http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira

Observações: nativos americanos e colombianos acreditam que o guaco foi nomeado após uma espécie de ritual. A tradição diz que os poderes da planta como um antídoto para atacar as cobras. Qualquer planta entrelaçando com folhas em forma de coração, branco, verde e roxo, é chamada de guaco por nativos americanos, o que não necessariamente coincide os verdadeiros guacos. Afirma-se que os nativos da América Central, depois do guaco, conquistaram imunidade das cobras mais perigosas, que se contorcem nas mãos, como se tocadas por um ferro quente. Mikania é um gênero de cerca de 450 espécies da família das Asteraceae. Os membros do gênero são troncos e cipós comuns nas floras neotropicais. Mikania origina da América do Sul. Algumas espécies são encontradas em áreas temperadas da América do Norte e do Sul, e nove espécies são conhecidas nos trópicos do Velho Mundo. Tal como acontece com outras plantas da tribo Eupatorieae, as flores têm formato de do disco e não de raio. Mikania cordifolia e M. glomerata são duas espécies do Brasil usadas sem qualquer distinção entre as duas espécies, que são apenas referidas como guaco. Ambas têm longa história de uso pelos habitantes da floresta.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • http://flores.culturamix.com/informacoes/guaco-mikania-cordifolia • Plantas que curam - Enio Emmanuel Sanguinetti - Editora Rigel • ITF - Índice Terapêutico Fitoterápico - EPUB • Anastásia Benvinda - plantas populares - Biblioteca Virtual • Plantas Medicinais - Manipulação artesanal, uso e costume popular - Angelo L. Robertina - PDF • As plantas e os planetas - Ana Bandeira de Carvalho - Ed. Nova Era • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares - Mery Elizabeth Oliveira Couto - Embrapa • Dukes Handbook of Medicinal Plants of Latin America - James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen - CRC Press • Indian Medicinal Plants - C.P Khare - Springer •



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