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Pimenta Preta

Pimenta Preta
Nome Popular: Pimenta Preta

Outros nomes: pimenta branca, pimenta-do-reino, pimenta verde. filfil aswad (árabe), pimienta negro (espanhol), poivre noir (francês), black pepper (inglês), pepe nero (italiano), pimenta preta e pimenta-do-reino (português de Portugal).

Nome Científico: Piper nigrum L.

Família: Piperaceae.

Nomes Botânicos: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome Farmacêutico: Fructus Piperis Nigri

Partes Usadas: frutos.

Sabor: picante e quente.

Constituintes Químicos: cálcio, fósforo, eugenol, miristicina, ferro, monoterpenos (sabineno, pineno), beta-pineno, mirceno, limoneno, delta-3-careno, sesquiterpenos (beta-cariofileno, humuleno, beta-bisabolono, cetona e óxido cariofileno), piperina, piperidina (azinano), safrol, vitaminas A, B, C.

Propriedades Medicinais: estimulante; expectorante; carminativo; anti-helmíntico; vasodilatador; analgésico; tonificante; digestivo; antidiarréico; anticonvulsionante; antitumoral; antiparasitária; antifúngica; renal; anti-diabético; desintoxicante; antibacteriano; diaforético; febrífugo; aperiente; estomáquico.

Indicações (Uso Interno): indigestão crônica; elimina o acúmulo de toxinas no cólon; obesidade; sinusite (rapé); congestão dos seios da face; febres intermitentes; gripe; resfriado; frio nas extremidades do corpo; estimulante da vitalidade, estimulante das supra-renais; pequeno mal epilético; diarréia crônica; náusea; dores viscerais; digestão lenta; tumores abdominais; verminose; malária; glomerulonefrite crônica; diabete; anemia; elimina toxinas do sangue; elimina toxinas da cabeça; alivia cólica; rejuvenescedor do sistema respiratório; estimula a micro-circulação; asma; bronquite; gripe; resfriado; pneumonia; dor de garganta; estimula a produção de sucos gástricos; ativação do metabolismo em geral; flatulência; prisão de ventre; alivia problemas circulatórios; distensão abdominal; tosses; vômitos; dores.

Indicações (Uso Externo): micose; artrite reumatóide; dores; tosses; calafrios; perturbações digestivas.

Indicações Pediátricas: não recomendado.

Utilizações na MTC: aquece o interior e expele frio; utilizado para eliminar frio no estômago e frio no aquecedor médio.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 3 – Ervas para agir contra o reumatismo.

Elemento predominante na MTC: Fogo.

Atuação nos Canais: P, E, I.G, BP.

Ayurveda (Ação nos doshas): nome ayurvédico – Marich/Maricha. Equilibra Vata e Kapha e agrava Pitta. Atua nos tecidos (dhatus) plasmático, sanguíneo, adiposo, nervoso e medula óssea. Erva rajásica. Tem ação no sistema digestivo, circulatório e respiratório. Deve-se evitar uso em pessoas com Pitta agravado. Compõe o trikatu juntamente com gengibre e pimenta longa, combinação utilizada para eliminar umidade e frio pesados do inverno além de gripes, tosses, coriza e má circulação. É uma erva quente, leve, seca, picante e penetrante. Ajuda a desintoxicar os tecidos mais profundos. Tonifica o agni (fogo) digestivo. Remove acúmulos das células. Gurmar, turmeric, neem, shilajit e pimenta preta formam boa combinação para tratamento de diabetes. Pimenta preta, gengibre e limão são utilizados em conjunto para baixar a febre. Combinada com Pippali elimina umidade e fleuma dos pulmões. Combinada com funcho, gengibre, chitraka e hingu para estimular a digestão. Com tumeric, karela e sementes de feno grego para baixar açúcar do sangue. Para tonificar o fogo digestivo é combinada com gengibre seco, guduchi e pippali. Nas febres intermitentes com ama é utilizada conjuntamente com óleo de castor. Com gurmar, turmeric, neem e shilajit é usada para tosses e excesso de Kapha.

Rasa: picante.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: o óleo de pimenta-do-reino tem uma cor ligeiramente âmbar e odor de óleo de cravo-da-índia. Tem ação energizante sobre o trato digestivo, sendo usado na prisão de ventre, na flatulência e na perda de apetite. Estimula o sistema respiratório e a eliminação da urina. Restaura o vigor da musculatura no caso de prolapso do cólon ou do útero. Como essência aquecedora, a pimenta-do-reino é boa contra resfriados, gripes e febres, eliminando mucosidades e congestão nasal. Estimula a circulação, age como tônico do baço e é um agente antitóxico para certos tipos de envenenamento alimentar. Externamente, é um bom analgésico em casos de dores musculares, dores de dentes ou de angina. Como estimulante, é útil na artrite reumatóide e na paralisia. Não deve ser ingerido por via interna.

Floral:não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: em pessoas com afecções do trato digestivo; gastrite; úlceras digestivas; inflamações do trato intestinal e no sistema renal; cistite; em distúrbios por excesso de calor; hiperacidez; secura relacionada com agravamento de Pitta; em pessoas com hemorróidas; o óleo essencial não deve ser ingerido; deve ser evitada em casos de vazio do yin e na presença de calor.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Cultivo:

Planeta regente: Marte. Erva utilizada na astrologia para intensificar o elemento fogo no mapa. Planta regida por Marte. Utilizada em desarmonias provenientes do trânsito de Saturno em Libra, Netuno em Touro, Netuno em Capricórnio.

Indicações energéticas ou mágicas: associada a Zeus - deus da paternidade e grande protetor. A esta erva são atribuídas qualidades mágicas de proteção, desenvolvimento do poder interior e de afastar más companhias.

Habitat: a pimenteira é oriunda do Sudoeste da Índia e atualmente é cultivada em zonas tropicais.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: planta trepadeira perene que pode atingir até 5 metros de altura; ramos de crescimento e reprodutivo; folhas verdes claras com formato de coração; raízes adventícias e algumas pivotantes; flores femininas, masculinas ou bissexuais reunidas em inflorescências; fruto (baga) pequeno e globoso com uma só semente, em espigas, de cor avermelhada quando maduro.

Toxicidade: erva segura nas doses recomendadas. Em excesso pode causar irritação no aparelho digestivo, úlcera, colite, câncer de cólon intestinal, hemorróidas.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA - consultor em fitoterapia, professor e criador do ERVANARIUM • http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira

Observações: é um dos condimentos mais antigos, usado na Índia há mais de 4.000 anos. Também foi usado na Grécia e na Roma antigas. Fonte de cromo. Sua fruta é primeiro verde, depois, vermelha, depois amarela e finalmente preta ao secar. Na sua variedade verde é menos picante e menos quente. A variedade branca deriva da pimenta preta descascada em água e contém poucos óleos essenciais.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • Ayurveda - A ciência da longa vida - Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes - Madras • A astrologia da Mãe-Terra - Márcia Starck - Pensamento • As plantas e os planetas - Ana Bandeira de Carvalho - Ed. Nova Era • Ayurvedic medicine - the principles of tradicional practice - Sebastian Pole - Churchill Livingstone • Apostila de Fitoterapia Chinesa - Prof. Antonio de Bortolli - Delta Educação • Pimenta-do-Reino - Ana Paula Artimonte Vaz e Marçal Henrique Amici Jorge – EMBRAPA • The Green Wiccan Herbal - Silja - Cico Books •



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