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Guaraná

Guaraná
Nome Popular: Guaraná

Outros nomes: cupana, uabano, cupania, guaraná-cipi, guaranaúva, guaraná-uva, guaranazeiro, naranazeiro, uaraná, uaranazeiro, guanazeiro, guaranaína (português); quarane (francês), guaraná, brazilian cocoa (inglês), guaraná (espanhol), guaraná, quarana (italiano), guaranastrauch, guarana kletterstrauch (alemão), guaranastruik (holandês).

Nome Científico: Paulinia cupana H.B.K var. sorbilis Ducke.

Família: Sapindaceae

Nomes Botânicos: Paullinia crysan, Paullinia sorbilis Mart.

Nome Farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes Usadas: semente.

Sabor: doce, amornante, adstringente, amargo.

Constituintes Químicos: alcalóides (teobromina (flor, folha e caule), teofilina e guaranina), ácido cafeotônico, ácido málico, amido, adenina, ácido tânico, cafeína, catequina, colina, dextrina, guaranatina, glicose, hipoxantina, mucilagem, óleo fixo, pectina, pigmento vermelho, reponina, resina, saponina, tanino, teofilina, timbonina, xantina.

Propriedades Medicinais: afrodisíaco; tônico; eupéptico; adstringente; antidiarréico; antidissentérico; antihemorrágico; antidispéptico; fortificante; diurético; estimulante; tônico cardíaco; estomacal; antiespasmódico; antiflatulento; aperiente; antifebril; diaforético; antinevrálgico; excitante; antiesclerótico; analgésico; desinfetante; revigorante; sudorífico; antitérmico; vasodilatador; adaptógeno; anorético; antiamnésico; antiagregante; antioxidante; antiplaquetário; anticoagulante; antiradicular; antiulcerativo; bactericida; catabólico; amargo; catecholaminogênico; cianogênico; broncorelaxante; cerebrotônico; citotóxico; digestivo; CNS-estimulante; cAMP-gênio; gastroprotetivo; febrífugo; hipertensivo; memorigênico; mutagênico; genotóxico; miorelaxante; inibidor-hyaluronidase; piscicida; laxativo; narcótico; cronotrópico positivo; resorptivo; sedativo; termogênico; trombolítico; nervino; narcótico; refrigerante.

Indicações (Uso Interno): prisão de ventre; fermentação-vesicosa; cefaléia; enxaqueca; mialgia; nervosismo; aterosclerose; excita os movimentos do coração e das artérias; desinfetante intestinal; regulador intestinal; retardador da fadiga; anorexia; aterosclerose; depressão; estresse; impotência sexual; infecções; distúrbios gástricos; dificuldade de raciocínio; hemicrania; gases; fadiga motora e psíquica; febre; mialgia; prevenção da esclerose; hemorragia; prevenção de insolação; atonia; amnésia; astenia; blenorragia; câncer de mama; celulite; cólica; colite; diarréia; ressaca; embolismo; encefalite; gastrite; hipotensão; leucorréia; lumbago; malaria; mastite; neuralgia; neurastenia; obesidade; oligúria; dor; reumatismo; senilidade; trombose; sede; úlceras; vaginite; infecções; enterite; drenagem linfática; plenitude estomacal após as refeições; diminuição da libido; cirrose; insuficiência renal; estimula aumento do HDL (bom colesterol).

Indicações (Uso Externo): dermatite; dores musculares.

Indicações Pediátricas: por ser um excitante deve ser evitado uso pediátrico.

Utilizações na MTC: estimula o yang. Utilizado para deficiência do yang do Rim, Coração, Intestino Delgado e Baço/Pâncreas.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 16 – Ervas que corrigem deficiências.

Elemento predominante na MTC: Fogo.

Atuação nos Canais: C, BP, I.D e R.

Ayurveda (Ação nos doshas): equilibra Vata e Kapha e agrava Pitta.

Rasa: doce e amargo

Virya: quente.

Vipaka: doce.

Informações em outros sistemas de saúde: os bolivianos indicam a planta para diarréia, dismenorréia, lumbago, enxaqueca, neuralgia e neurastenia. Os peruanos indicam a planta para aterosclerose, blenorragia, cardiopatias, celulite, convalescença, diarréia, disenteria, fadiga, febre, hemorragia, hipotensão, impotência, leucorréia, enxaqueca, neuralgia, obesidade, paralisia e reumatismo. Sua ação diurética pode levar a hipocalemia (deficiência de potássio) e com isso acentuar os efeitos tóxicos da digoxina.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral:compõe a fórmula da Terra do Sistema Florais da Terra Vermelha.

Homeopatia: Paulinia sorbilis – utilizada em casos de disenteria, diarréia, hemorróidas, enxaqueca, aterosclerose e nevralgias. Em T.M a 1ª.

Contra-indicações: crianças, gestantes, lactantes, cardíacos e hipertensos devem evitá-lo. Não tomar à noite, pois pode tirar o sono. Pessoa com ansiedade, arritmia, gastrite, hipertireoidismo, síndrome do intestino irritável, síndrome do pânico, distúrbios psíquicos e taquicardia devem evitar uso. Uso prolongado pode causar decréscimo da fertilidade, doença cardíaca e várias formas de câncer.

Interações medicamentosas: devido à teobromina, teofilina e guaranina (análogas à cafeína), pode causar dependência física e psicológica. Essas substâncias agem nos receptores do sistema nervoso central (SNC) como as anfetaminas e a cocaína, entretanto, seus efeitos são bem mais fracos. Usado em longo prazo ou em doses excessivas pode causar insônia. Evitar consumo concomitante com café, chá verde e noz de cola, pois pode causar insônia, tremores, ansiedade, palpitações, urina freqüente e hiperatividade.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Cultivo:

Planeta regente: Marte.

Indicações energéticas ou mágicas: considerada planta sagrada pelos indígenas da selva amazônica.

Habitat: Brasil e Venezuela. Planta natural da selva amazônica.

Informações clínicas e/ou científicas: o efeito do extrato de Guaraná foi estudado para tratamento de lesões gástricas agudas induzidas por etanol e indometacina em ratos apresentando função gastroprotetora.

Descrição botânica: arbusto trepador (até 10 m de altura), tem folhas compostas de 5 folíolos ovóide­lanceolados, glabros, coriáceos, com numerosas glândulas e grandes flores aromáticas. O fruto é uma cápsula piriforme, trilocular, septicida, vermelha na maturação, com urna a duas sementes ovóides, duras, revestidas por invólucros acessórios os arilos.

Toxicidade: não há efeitos colaterais ou risco conhecido na administração apropriada da planta em dosagens terapêuticas. Não recomendado uso prolongado por conter cafeína. Superdosagens podem causar disúria, vômitos e espasmos abdominais.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA - consultor em fitoterapia, professor e criador do ERVANARIUM • http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira

Observações: tomado na forma de bebida pode tornar-se mais palatável adicionando-se um pouco de mel.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • http://www.ftvflorais.com.br/elementos_4.html • Fitogeografia Amazônica- Fernando Castro da Cruz - Ed. Palpite • Plantas Medicinais - Manipulação artesanal, uso e costume popular - Angelo L. Robertina - PDF • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Dukes Handbook of Medicinal Plants of Latin America - James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen - CRC Press • Ervas do Sítio - Rosy L. Bornhausen - Bel Comunicação • Manual Ilustrado de Plantas Medicinais - Moacyr Pezati Rigueiro - Paulus • Segredos e virtudes das plantas medicinais - Seleções do Readers Digest • Fórmulas Mágicas - Dr. Alex Botsaris - Ed. Nova Era • ITF - Índice Terapêutico Fitoterápico - EPUB • Higiene e Tratamento Homeopático das Doenças Domésticas - Dr. Alberto Seabra - Associação Brasileira de Homeopatia • Plantas que curam - Enio Emmanuel Sanguinetti - Editora Rigel •



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