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Laranja amarga

Laranja amarga
Nome Popular: Laranja amarga

Outros nomes: laranja-azeda, laranja-bigarade, laranja-cavalo, laranja-da-china, laranja-da-terra, laranja-de-sevilha, laranja-de-umbigo, laranja-doce, laranja-flor, laranja-morgote, laranja-natal, laranja-pêra, laranja-valência, laranja-sevilhana, laranja silvestre, laranjeira, laranjeira-comum, laranjeira-da-china, laranjeira-doce, morgote, pomo-das-hosperides, pomo-de-bacho, pomo-de-ouro, tangerina-morgote; bitter orange (inglês), naranja amarga (espanhol), pomeranssi (francês), arancio amaro (italiano), pomeranze (alemão).

Nome Científico: Citrus aurantium L.

Família: Rutaceae

Nomes Botânicos: Aurantium acre Mill., Citrus aurantium subsp. amara L., Citrus hystrix H. Perrier, Citrus vulgaris Risso.

Nome Farmacêutico: Pericarpium Citri aurantii.

Partes Usadas: fruto verde, folhas e O.E

Sabor: ácido, amargo e refrescante.

Constituintes Químicos: acetato de linalina, acetado de geraniol, acetado de geranilo, ácido ascórbico (vitamina C), ácido cítrico, ácidos graxos, alcanos, borneol, bioflavonóides, carboidratos, caroteno, cirantina, citral, derivados cumáricos, escopuletina, fitosteróis, geraniol, hesperidina, limoneno, linalol, lipídios, metil-anthranilato, naringina, nobeletina, nerol, pectinas, pineno, proteínas, roifolina, rutinose, sais (potássio, cálcio, sódio, fósforo, magnésio, enxofre, cloro, ferro, silício), saponina, sinefrina, substâncias amargas, tangeritina e as aminas: synefrina, N-metiltyramina, hordenina, octopamina e tyramina, vitamina A (retinol), vitamina B (tiamina), vitamina B2 (riboflavina), niacina.

Propriedades Medicinais: tônica; carminativa; aperitiva; hipertensora; expectorante; laxativa; cardiotônica; anti-histamínica; sedativa (O.E); tranqüilizante; antiinflamatória; antibacteriana; fungicida; hipocolesterolêmica; colagoga; antiespasmódica; anticancerígena; emoliente; eupéptica; anticonvulsiva; alcalinizante; antiartrítica; antidepressiva; antiescorbútica; anti-séptica; antiulcerogênica; diurética; depurativa; sudorífica; febrífuga; vermífuga; vitaminizante desidratante; rejuvenescedora; relaxante; desintoxicante.

Indicações (Uso Interno): cólicas e distensão abdominal; náuseas; vômitos; tensão nervosa; insônia; ansiedade; menstruação dolorosa; asma; tuberculose pulmonar; afecções cutâneas; infecções orais; parasitas intestinais; prurido vaginal; tumores; ácido úrico; cólera; distúrbios metabólicos; diurese; dores de cabeça; doenças das vias aéreas; estomatite; escrofulose; pneumonia; estresse; nevralgia; taquicardia; retira muco do tórax e do diafragma; estimulante vascular; perda de apetite; flatulência; digestões dolorosas; suplemento de sinefrina; acidez estomacal; promove o rejuvenescimento; obesidade.

Indicações (Uso Externo): utiliza-se o óleo essencial diluído externamente para tratar problemas de pele como acne, eczema, seborréia, herpes e psoríase; cabelos secos; ressecamento das mãos e pés; dores musculares.

Indicações Pediátricas: as mesmas indicações para adultos.

Utilizações na MTC: estagnação do Qi do Fígado; desarmonia entre Fígado e Baço; Estagnação do Qi do Rim e do Útero; promove o fluxo do Qi e alivia estagnação nas vísceras e estagnação de alimentos; promove fluxo do Qi no tórax e resolve fleuma; descende o Qi túrbido; tonifica o BP e trata afundamento. Reguladora do Qi. Impede que ervas tonificantes e gordurosas causem náuseas.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 5 – Ervas para reduzir umidade do corpo ● Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue.

Elemento predominante na MTC: Madeira.

Atuação nos Canais: I.G, BP, E, F e P.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Kapha e aumenta Pitta.

Rasa: picante e amarga.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: o óleo é fotossensível e é produzido a partir do fruto e das folhas. O óleo essencial do fruto não deve ser ingerido. É utilizado na fabricação de cremes (para rugas e rejuvenescimento da pele), banhos aromáticos e massagens (acalmar e relaxar a musculatura), fabricação de colônias, perfumes, xampus e condicionadores para cabelos secos. Tem a propriedade de estimular o otimismo, a criatividade e a alegria. Das flores da laranjeira amarga é extraído o Néroli, uma das essências mais de valor mais alto e de freqüência muito sutil.

Floral:não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: em casos de diarréia aguda ou intensa. Usar com cuidado na gravidez e preferencialmente evitar. Evitar em pessoas com deficiência do Qi do Baço ou com o Qi enfraquecido. Deficiência do Yin e em padrões de calor no Xue. Vários artigos indicam que o uso do extrato de C. aurantium acarretou o desenvolvimento de problemas cardíacos. Houve relato de caso de isquemia após ingestão de extrato de cápsulas da erva (não se sabe em que dosagem e nem por quanto tempo).

Interações medicamentosas: pode interagir com várias drogas, pois inibe a enzima CYP3A4 e o processo de eliminação intestinal (pela g-glicoproteína) no intestino delgado.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Cultivo:

Planeta regente: Regente – Sol. Outra fonte (Ervas do sítio) indica o regente o planeta Urano e associa a planta ao signo de Aquário.

Indicações energéticas ou mágicas: nota musical associada à planta: Mi. Utilizada em encantamento afrodisíacos, para atrair o amor. Os antigos chineses consideravam símbolo de sorte e prosperidade.

Habitat: a laranjeira-amarga é oriunda da Ásia (nordeste da Índia). Atualmente existem pomares desta árvore em Espanha, ao longo da costa mediterrânica.

Informações clínicas e/ou científicas: em um estudo 11 voluntários saudáveis tomaram 30mg de dextrometorfan com 200 ml de suco de laranja-amarga. Comparado com água, o suco aumento a disponibilidade biológica do dextrometorfan de 0,1 a 0,46. Em um estudo cruzado e randonizado 10 voluntários saudáveis ingeriram tabletes de liberação prolongada de 10mg de felodipina com 240 ml de suco de laranja amarga. O consumo do suco junto com o medicamento aumentou a área em baixo da curva de concentraçãoplasmática máxima do felodipine em 61% quando tomado com água para 76% quando tomado com o suco. Em estudo cruzado para analisar outros usos do indinavir, 13 voluntários saudáveis receberam 800mg como dose única na manhã seguinte com 240 ml da água ou suco de laranja amarga. Comparado com água, ingestão do indinavir com suco prolongou o tempo necessário para atingir 50% do pico de concentração plasmática do indinavir (1,25 a 1,87 horas). Acredita-se que esta mudança não deve ser clinicamente importante.

Descrição botânica: árvore sempre verde, caracterizada por apresentar ramas e uma altura de cerca de 8 a 10 metros. Folhas ovalado-lanceoladas de até 8 cm de largura, sinuosas, brilhantes e com pecíolo alado. Flores (azahares) aromáticas brancas ou rosas, encontradas na axila das folhas. O fruto é globoso, de 7,5 cm de diâmetro e de cor laranja quando está maduro.

Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA - Fitoterapeuta e Professor, criador do ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira. LUCIANA OLIVEIRA - Bióloga formada pela UFRGS, Artista Floral e Fitoterapeuta formada pelo ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/11/luciana-oliveira.

Observações: o óleo essencial e a casca é fotossensível. Deve-se ter cuidado no contato com a pele. A planta pode ser usada com a erva-mate no chimarrão.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • http://www.vidafloral.com.br/blog/tag/citrus-aurantium/ • http://www.jornallivre.com.br/99135/plantas-medicinais-laranja-azeda.html • Apostila de Fitoterapia Chinesa - Prof. Antonio de Bortolli - Delta Educação • Fórmulas Mágicas - Dr. Alex Botsaris - Ed. Nova Era • ITF - Índice Terapêutico Fitoterápico - EPUB • Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras - Alex Botsaris - Editora Ícone • Yoga of Herbs - Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad - Lótus Press • Fitoterapia Chinesa - Guia prático - Eve Rogans - Avatar • Manual de Fitoterápia Chinesa e Plantas Brasileiras - Mary Lannes Salles Leite - Icone Editora • Plantas que curam - Enio Emmanuel Sanguinetti - Editora Rigel • Ervas do Sítio - Rosy L. Bornhausen - Bel Comunicação •



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