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Espinheira-santa

Espinheira-santa
Nome Popular: Espinheira-santa

Outros nomes: cancerosa, cancorosa, cancorosa-de-sete-espinhos, cancrosa, cangorça, coromilho-do-campo, erva-cancerosa, espinho-de-deus, espinheira-divina, limãozinho, maiteno, marteno, pau-josé, sombra-de-touro; congorosa, yerba del toro (espanhol); cominho-do-campo; Cangorosa, no Paraguai; Mayten no Chile; salva-vidas, quebrachillo e pus pus, na Argentina.

Nome Científico: Maytenus ilicifolia (Schrad.) Planch.

Família:

Nomes Botânicos: Maytenus ilicifolia fo. angustior Briq., Maytenus officinalis Mabb. (antigo nome: Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek), Maytenus ilicifolia var. boliviana Loes.

Nome Farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes Usadas: folhas, casca, fruto e raiz.

Sabor: doce, amargo e neutro.

Constituintes Químicos: ácidos tânico, clorogênico, maytenóico, salasperônico, salicílico, d-amirina, taninos (4-metil epigalocatequina e seu epímero 4-metil-ent-galocatequina), ansamacrólidos tipo maitanosídeos, glucosídeos, triterpenos quinóides e dímeros (maitensina, maitomprina, maitambutina, atropcangorosina A, pristimerina, isopristemerina III, tingenona, isotingenona III, congoaronina, congorosina A e B, friedooleanan-5-en-3, b-29-diol D, friedooleanan-29-ol-3-ona D, ilicifolina, maitenina maitanbutina, maitolidina); diterpenos (dispermol, maitenoquinona), lactonas (maitanprina, maitansina), cafeína, polifenóis flavonóides (quercetínico e kaempferólico), substâncias nitrogenadas, carotenóides, óleo essencial, mucilagens, açúcares livres; sais minerais (ferro, enxofre, sódio, cálcio) e resinas; triterpernos friedelina, friedelanol, lupeol, lupenona, simiarenol, beta-amirina, beta-sitosterol, estigmasterol, campesterol, ergosterol, brassicasterol, a-tocofenol, esqualeno, ácido hexadecanóico, terpenóides (maitesina), maiteno, leucoantocianinas, proantocianinas. As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo. O conteúdo de taninos pode chegar a 4,6%.

Propriedades Medicinais: colagoga; diurética; antiasmática; eupéptica; laxativa; adstringente; antiácida; analgésica; antiespasmódica; antidispéptica; antiinflamatória; antiulcerogênica (casca); anti-séptica; antitumoral; aperiente; balsâmica; carminativa; cicatrizante; contraceptiva; desinfetante; digestiva; emenagoga; febrífuga; estomáquica; sialagoga; tônica; vulnerária; anticancerígena; balsâmica; antitóxica; hepática.

Indicações (Uso Interno): estimula fertilidade; elimina gases; gastrite crônica; fermentações gastrointestinais; doenças de pele em geral; males hepáticos e renais; azia; vômitos; irritações e atonia gástrica; gastralgias; anticancerígena em tumores do tubo digestivo em especial estômago e esôfago; para dor estomacal e visceral; depurativa do sangue; distensão abdominal; esofagite de refluxo; hérnia de hiato; hepatite; sífilis; fraqueza; uso freqüente ajuda no combate ao alcoolismo e aliviar intoxicação alcoólica; hiperprolactinemia; adenocarcinoma gástrico; dispepsias inespecíficas; esofagite; dipsomania; tumores malignos no aparelho digestivo; evita ressecamento das fezes; diminui acidez estomacal; provoca aumento do pH do conteúdo gástrico; paralisa fermentação do tubo gastrointestinal.

Indicações (Uso Externo): feridas e infecções.

Indicações Pediátricas: desaconselhado uso pediátrico.

Utilizações na MTC: para vazio do Yin do Estômago e do Fígado, para umidade-calor e calor tóxico no Estômago. Elimina vento-calor e invasão de vento-frio.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 9 – Ervas para promover a digestão • Categoria 16 – Ervas para corrigir deficiências • Categoria 19 – Ervas para úlceras e tumores.

Elemento predominante na MTC: Terra.

Atuação nos Canais: E, F.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Vata e agrava Kapha. Para condições de Pitta Nirama.

Rasa: doce e amargo.

Virya: fria

Vipaka: doce.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral:FLORAIS DA AMAZÔNIA - efeito balsâmico e refrescante se reproduz no plano sutil trazendo harmonia e calma para vencer os obstáculos da realização. Esta só poderá ocorrer em todos os níveis se o ser se liberta dos conflitos e aceita a “paz e a integridade como condições naturais da vida”. Com isso é possível sintonizar com o caráter sagrado de tudo que existe e o “eu que realiza” cumpre o seu papel.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: uso prolongado pode causar redução de leite em lactantes; não usar em crianças; suspender imediatamente em casos de hipersensibilidade. Pode provocar contrações uterinas. Evitar uso na gestação.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Cultivo:

Planeta regente: utilizada em tratamento para distúrbios relacionados ao trânsito da Lua em Virgem, Mercúrio em Câncer, Marte em Câncer, Júpiter em Câncer, Saturno em Câncer, Urano em Câncer, Plutão em Câncer. Regente: Saturno

Indicações energéticas ou mágicas: acredita-se que esta erva tem atuação sobre o 3º chakra. Planta associada à Iemanjá nos cultos Afro-Brasileiros.

Habitat: América do Sul; no Brasil desde os estados de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. E encontrando ao longo do Rio Paraná, e nas pastagens. A ocorrência é mais generalizada em sub-bosques úmidos, beiradas de matas de araucária, capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica, com umidade de média à alta. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude.

Informações clínicas e/ou científicas: a planta tem sido alvo de estudo como anticancerígena. Uma pesquisa prévia revelou que a erva possui compostos antibióticos (maitesina e maiteno), com potente ação antitumoral, especialmente contra a leucemia. Na Universidade Estadual de Campinas (SP), farmacologistas analisaram a planta em ratos com úlcera e, segundo os pesquisadores, nos que tomaram o seu extrato, o tamanho da lesão diminuiu muito rapidamente e, em comparação com os remédios convencionais, espinheira-santa provoca menos efeitos nocivos. A pesquisa prossegue, para determinar qual é o componente exato do vegetal responsável pelo efeito medicinal. Em estudo realizado pela UFMG, foi pesquisado o efeito da 4´ - o- metil-epigalotequina extraída das folhas da espinheira-santa sobre a secreção gástrica de ácido induzida pela histamina. Os resultados confirmaram que os taninos da espinheira-santa reduzem a secreção basal de ácido clorídrico, assim como a secreção induzida por histamina. Em pesquisas sobre o efeito antiulceroso de frações hexânicas das folhas da espinheira-santa, verificou-se que a fração hexânica bruta na dose de 4mg/Kg foi efetiva em prevenir úlcera induzida por indometacina, semelhante ao efeito da cimetidina. Os triterpenos friedelina e friedelanol foram responsáveis por 50% da eficácia. Os princípios 4’-o-metil-epigalotequina e seu epímero 4’-o-metil-ent-galocatequina inibiram a secreção de ácido em mucosas gástricas isoladas de rãs de forma dose-dependente em concentração de 0,35mg%. Os flavonóides têm ação antiinflamatória. Em outro estudo realizado na UFMG, em que se pesquisou o envolvimento da histamina no mecanismo de ação do extrato bruto da espinheira-santa, verificou-se que em mucosas gástricas de rãs isoladas e incubadas em câmara hiperbárica ou em câmara de Ussing com solução de Ringer, o extrato bruto da espinheira-santa (ES) na concentração 5,6 mg% (na câmara hiperbárica) a 14mg% (na câmara de Ussing) reduz a secreção gástrica de H+; paralelamente, observou-se que o estrato bruto de ES também inibe a secreção estimulada pela histamina somente lado seroso da mucosa gástrica. A cimetidina (10?M) e o extrato bruto de ES (7mg%) isoladamente não inibiriam a secreção gástrica de H+ , no entanto quando foram associados, inibiram a secreção de H+ no lado seroso da mucosa gástrica. Os resultados sugerem que o extrato bruto de ES inibe a secreção de H + e que envolve a participação de mecanismos relacionados à histamina. Experimentos realizados na Escola Paulista de Medicina (Unifesp) demonstraram o efeito antiulcerogênico das infusões de Maytenus ilicifolia e Maytenus aquifolium, administrados via intraperitoneal e oral em ratas com úlcera gástrica induzidas por indometacina e por situações de stress físico. Finalmente, já se foi comprovado o efeito tranqüilizante, além de potencializar o efeito dos barbitúricos sobre ratas com extrato aquoso, em doses de 170 mg/kg.

Descrição botânica: planta perene. Caule muito ramificado com estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. As folhas são simples, alternas, coriáceas, glabras, margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5, 7 ou 9), raramente com os bordos lisos. Flores muito pequenas, amarelas ou branco-esverdeadas. Fruto tipo cápsula ovóide.

Toxicidade: o extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/k g i.p.) e citotóxica em células Leuk-P 388, CA9kb e V79. A administração por via oral de infusão e liofilizados de folhas, não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1.600 vezes superiores aquelas recomendadas. Somente na administração intra-peritoneal, observou-se alguns efeitos sobre o SNC, como um estado depressivo geral (Oliveira M, 1991). Porém a maitenina provocou alguns quadros de dermatites localizadas quando administrada via intradérmica (Ferreira de Santana C., 1971). Foram observados casos de hipersensibilidade em um grupo reduzido de pessoas.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA - Fitoterapeuta e Professor, criador do ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira.

Observações: deve-se ter cuidado com troca de espécies, muito comum com plantas que são oferecidas como M. ilicifolia. Tratamento não deve ultrapassar 30 dias ininterruptos. A espinheira-santa tornou-se conhecida no mundo médico em 1922 quando o professor Aluízio França, da faculdade de medicina do Paraná, relatou o sucesso obtido com ela no tratamento da úlcera. Entretanto, muito antes disso a planta já era famosa na medicina popular por suas propriedades curativas, e não só no combate aos males do aparelho digestivo. Para se ter uma idéia, ela era utilizada como remédio antitumoral entre os índios brasileiros; no Paraguai, a população rural a empregava como contraceptivo; e na Argentina, como antiasmático e anti-séptico. A espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) ganhou esse nome justamente pela aparência de suas folhas, que apresentam espinhos nas margens e por ser um para tratar vários problemas. Na medicina popular, a espinheira-santa é famosa no combate à úlcera e outros problemas estomacais.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • http://www.floraisdaamazonia.com.br/pt/?page_id=1193 • http://ervaseinsumos.blogspot.com/2009/03/espinheira-santa.html • http://www.omelhordanatureza.com.br/extratos/espinheira-santa-maytenus-ilicifolia • http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias.php?noticiaid=7906&assunto=Medicina%20Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura • La vuelta a los vegetales - Carlos Hugo Burgstaller Chiriani - Hachette • As plantas e os planetas - Ana Bandeira de Carvalho - Ed. Nova Era • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares - Mery Elizabeth Oliveira Couto - Embrapa • Plantas que curam - Enio Emmmanuel Sanguinetti - Editora Rigel • Fórmulas Mágicas - Dr. Alex Botsaris - Ed. Nova Era • ITF - Índice Terapêutico Fitoterápico - EPUB • Yoga of Herbs - Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad - Lótus Press •





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