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Poejo

Poejo
Nome Popular: Poejo

Outros nomes: Erva-de-São-Lourenço, Poejo-Real, Menta-Selvagem, Poejo-das-Hortas, Hortelã Silvestre, Hortelã-da-Folha-Miúda (português), Biblical Mint, English Horsemint, Horsemint, Pennyroyal, American Pennyroyal, European Pennyroyal, Lurk-in-the-Ditch, Mosquito Plant, Piliolerial, Pudding Grass, Pulegium, Run-by-the-Ground, Squaw Balm, Squawmint, Stinking balm, Tickweed, American False Pennyroyal (inglês); Boo Dee Na (burma); Byi Rug (tibetano); Fan-ho (China), Gha-Gha, Habak (árabe), Hertsmint (holandês), Hortelã (Ilha da Madeira), Jungli Pudina (Hindi), Mastranzo Nevado, Poleo, Menta Poleo, Poleo Menta, Poleo Común, Poleo Europeo, Poleo Negro (espanhol), Menta Salvatica e Mentastio (Italiano),

Nome Científico: Mentha pulegium L.

Família: Lamiaceae.

Nomes Botânicos: Mentha daghestanica Boriss., Pulegium dagestanicum (Boriss.) Holub, Pulegium vulgare Mill., Hedeoma pulegioides,

Nome Farmacêutico: Folium Menthae pulegiae.

Partes Usadas: toda a planta.

Sabor: picante, amarga, fresca.

Constituintes Químicos: pulegona, mentona-piperitona, borneol, carvona, acetato de metila, flavonóides, fenol, tanino, mentol, carvacrol, óleo essencial de poleganona (94%), cineol, dipenteno, piperitenona, timol e eugenol.

Propriedades Medicinais: amebicida, aperiente, digestivo, estimulante, tônico estomacal, sudorífero, expectorante, antitússivo, diaforético, circulatório, repelente, emenagogo, tônico uterino, cicatrizante, antisséptico, sedativo, carminativo, estomáquico, antiespasmódico, analgésico, eupeptico, balsâmico, antigripal, vermífugo, anti-hidrópico, béquico, antidiarreico, giardicida, trichomonicida, colagogo, antiparasitário, estimulante,

Indicações (Uso Interno): acidez, ardor do estômago, arroto, bronquite, catarro, cólica estomacal e intestinal, debilidade geral, debilidade do sistema nervoso, diarreia, distúrbio gastrointestinal, dor de cabeça, enjoo, gases, gripe, hidropisia, histeria, insônia, palpitação do coração, reumatismo, rouquidão, tontura, transtorno menstrual, tosse, vermes, zumbido nos ouvidos, regular fluxo menstrual e aliviar espasmos (folhas), infecções pulmonares, baixa a febre provocando sudorese, estimula a circulação, dismenorreia, neuralgias, resfriado, tosses, acidez estomacal, fermentações, coqueluche, digestão lenta, inflamações crônicas, doenças do trato respiratório, dores de cabeça de origem digestiva, eleva a secreção de suco gástrico, pés frios (extremidades frias),

Indicações (Uso Externo): picadas de insetos, alivia manchas de contusões, ativa circulação, eliminar pulgas,

Indicações Pediátricas: evitar o uso infantil.

Utilizações na MTC: os antigos chineses já se valiam de suas propriedades calmantes e antiespasmódicas. A erva é utilizada para tratar invasão de vento frio externo, vento calor externo, vento frio no pulmão, umidade mucosidades frio no pulmão, umidade mucosidades do baço pâncreas, inversão do qi (energia vital) do estômago (quando a energia do estômago sobe, em vez de descer pelo seu meridiano, causa vômitos, tonturas), estagnação do qi (energia vital) do fígado, estagnação do qi (energia vital) dos intestinos, estagnação do qi (energia vital) do útero, subida de yang do fígado e vazio de jing do rim.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 9 – Ervas para promover a digestão • Categoria 10 – Ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 18 – Ervas para expelir ou destruir parasitas.

Elemento predominante na MTC: Metal

Atuação nos Canais: Pulmão, Baço/Pâncreas e Fígado.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Kapha e agrava Pitta.

Rasa: picante.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: na Mata Atlântica, a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais, especialmente lombriga, ameba e giárdia, além de ser considerada útil contra febres, gripes, tosses, bronquites, dores de barriga e pedras nos rins; o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses; os mesmos usos são Atribuídos à infusão da raiz; a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva.

Aromaterapia: seu óleo essencial pode ser abortivo e em doses elevadas é neurotóxico e cardiodepressor. Seu odor é característico das mentas e é utilizado como repelente de insetos. A planta produz grande quantidade de óleo, cerca de 1% de seu peso total. Não há indicação segura para o uso deste óleo essencial. Poejo é um óleo fortemente aromático, com odor similar a hortelã e de sabor pungente.

Floral:FLORAIS AURA LUZ - Protetor áurico, em especial para pessoas mais sutis. É um repelente de formas/pensamento que afetam de modo negativo os campos sutis. A essência desintegra estas formas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: evitar na gravidez, pois pode provocar aborto. Não deve ser utilizada por lactentes e crianças, pois pode causar dispneia e asfixia. Pessoas com epilepsia devem fazer uso controlado e apenas com recomendação profissional e nunca mais do que uma vez por semana. Uso prolongado pode causar danos ao rins e pulmões. Pessoas com doenças nos rins, pulmões fígado ou sistema nervoso devem evitar seu uso. Pessoas que sofrem de alcoolismo também devem usar a erva com muita atenção. Também é contraindicado em casos de úlcera gastroduodenal.

Interações medicamentosas: a erva faz interação com paracetamol, drogas metabolizadas pela enzima cytocromo P450, drogas hipoglicêmicas orais, drogas hepatoxicas e anti-histamínicos. Utilizada em combinação com Artemisia (Artemisia vulgaris) para obstruções menstruais.

Uso Veterinário: o óleo essencial é utilizado como pesticida para animais, em especial, repelente de pulgas.

Cultivo: as mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. Solos ácidos são prejudiciais à planta. O espaçamento deve ser 0,3 a 0,3m. Sua propagação se dá por ramos radicantes e rizoma da planta matriz, que são plantados diretamente em canteiros. O plantio acontece na primavera e outono. O sistema de hidroponia é bastante indicado para o seu cultivo, pois melhora a qualidade do produto colhido e proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. Para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade, o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto, perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda, palha, casca de arroz, etc.). Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. A adubação deve ser preferencialmente orgânica. Utilizar 2 a 3kg/m² de húmus de minhoca ou estrume animal, bem curtido. No inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados, enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. O caule é extremamente radicante, lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. A colheita é dificultada, no inverno, pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio, no inverno. Pode ser cultivada em locais com iluminação insuficiente (3 a 4 horas de luz diária).

Planeta regente: planta regida por Plutão, mas algumas fontes a associam a Marte (Herbal Magick - a witchs guide to herbal folklore and enchantments - Gerina Dunwick).

Indicações energéticas ou mágicas: era utilizada na antiguidade para fazer coroas, usadas em cerimônias religiosas. A erva é associada ao elemento fogo.

Habitat: cresce em lugares frescos, por vezes junto aos regatos. Encontrada na maioria das regiões da Europa.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: planta herbácea, vivaz, prostrada, perene, pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50 cm em altura. As folhas são pequenas, curtamente pecioladas, opostas, obtusas ou subagudas, denticuladas ou quase inteiras, redondo-ovaladas, aromáticas. A inflorescência é racimosa, composta de flores lilases, em numerosos verticilos, todos axilares, multifloros, bastante compactos. O cálice é viloso, tubuloso, com a goela fechada por pelos coniventes, sublabiado, com 5 dentes desiguais, os dois inferiores mais estreitos. Carpelos ovoides, lisos. A planta exala um aroma peculiar.

Toxicidade: a pulegona, presente na planta, é tóxica, em altas doses, afetando principalmente o fígado, mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano. O borneol, presente na planta, é contraindicado para grávidas, especialmente nos três primeiros meses. Relatórios de toxicidade de poejo remontam ao final de 1800, quando a ingestão de óleo de poejo foi associada com síncope, convulsões, diaforese, vômitos e coma. A ingestão de óleo de poejo produz efeitos tóxicos diretos no trato gastrointestinal e no fígado. Dependendo da dose, a apresentação clínica inclui náuseas, vômitos, dor abdominal, ardor na garganta, e tontura dentro de 2 horas após a ingestão, seguida de o atraso no desenvolvimento de disfunção hepática em casos. Em casos graves, letargia, choque, coagulopatia (coagulação intravascular disseminada [DIC]), necrose hepática maciça e insuficiência hepatorrenal pode ocorrer.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA - Fitoterapeuta e Professor, criador do ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira. PATRÍCIA MOYA RAMIREZ- Forma em Línguas pela Universidade de Heilderberg e formada em Turismo pela Universidade da Cidade do Rio de Janeiro. Fitoterapeuta formada pelo ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/9/patricia-moya-ramirez. Foto: Gildete Salles.

Observações: embora não seja contraindicada no caso de úlcera gastroduodenal, deve-se usar com prudência e fora das épocas de crise. A planta afugenta pulgas e mosquitos. É utilizada para o preparo de licores. A Hedeoma pulegioides é uma variedade americana do poejo europeu. Dioscórides, o grande médico e botânico grego do século I D.C, diz que o poejo tem força de aquecer, de emagrecer e de digerir. A palavra Menta deriva de Mintha, nome de uma ninfa que a deusa grega Perséfone, por ciúmes, transformou em planta. Supõe-se que os povos da Antiguidade utilizavam o poejo, Mentha pulegium L., sendo trançando para fazer coroas que usavam em cerimônias e para fins medicinais.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • http://www.floraisauraluz.com.br/florais/essencias-florais/poejo • 100 Plantas para viver até os 100 anos - Anônimo - PDF • A astrologia da Mãe-Terra - Márcia Starck - Pensamento • Anastásia Benvinda - plantas populares - Biblioteca Virtual • CD Rom - Ervas Medicinais - Volume 1 - Anônimo • Chinese and related North American Herbs - phytopharmacology and therapeutics values - Thomas S. C. Li - CRC Press • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares - Mery Elizabeth Oliveira Couto - Embrapa • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Enciclopedia de plantas medicinales - Anônimo - PDF • A cura pelos remédios caseiros - Guia de ervas e medicina natural - Raunei Iamoni - Ediouro • Apostila Fito Chinesa II - Prof. Antonio de Bortolli - Delta Educação • Herbal medicines in pregnancy and lactation - an evidence-based approach - Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua; Dan Perri; Gideon Koren - Taylor and Francis • Herbal Magick - a witchs guide to herbal folklore and enchantments - Gerina Dunwick - New Page Books • Plantas Medicinais - Usos populares tradicionais - P. Clemente J. Steffen, S.J. - Instituto Anchietano de Pesquisas/Unisinos/2010 • Manual Ilustrado de Plantas Medicinais - Moacyr Pezati Rigueiro - Paulus • Medical Toxicology of Natural Substances - Foods, Fungi, Medicinal Herbs, Plants and Venomus Animals - Donald G. Barceloux MD, FAACT, FACMT, FACEP - Wiley - a Jonh Wiley & Sons, INC., Publication • Plantas Medicinais- Coletâneas de Saberes - Schirlei da Silva Alves Jorge • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica - Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima - Editora Unesp • Plantas que curam - Enciclopédia das Plantas Medicinais - Volume 1 - Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Segredos e virtudes das plantas medicinais - Seleções do Readers Digest • The Western Herbal Tradition - Graeme Tobyn, Alison Denham, MArgaret Whitelegg - Churchill Livingstone • Veterinary Herbal Medicine - edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère - Mosby/Elsevier • The Yoga of Herbs - Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad - Lótus Press •



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