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Sândalo

Sândalo
Nome Popular: Sândalo

Outros nomes: sândalo-branco, tan xiang (chinês), bois de santal (francês), sandalwood e white sandalwood (inglês), sandalo bianco (italiano), santali e santalum album- lignum (latim), Shvetachandana, Shrikhanda, Bhadra-Shree, Gandhsaara, Malayaja, Hima, Ekaan chandan, candana e Sri-gandha (sânscrito),

Nome Científico: Santalum album L.

Família: Santalaceae.

Nomes Botânicos: santalum myrtifolium Roxb, santalum verum.

Nome Farmacêutico: Lignum Santali.

Partes Usadas: casca, óleo essencial.

Sabor: doce, amargo e adstringente.

Constituintes Químicos: ácido santálico, aldeído santálico, farnesol, pterocarpina, alfa e ß-santaleno, alfa e ß-santalol, santeno e santenona.

Propriedades Medicinais: adstringente suave, antisséptico, antimicrobiano, aromático, calmante, desinfetante, fixador, umectante, vulnerário, aromático, antiestagnante, analgésico, hepatoprotetor, carminativo, antianginoso, digestivo, antifúngico, colagogo, refrigerante, alterativo, expectorante, antiespasmódico, afrodisíaco, rejuvenescedor, diaforético, bacteriostático (contra bactéria Gram positiva), sedativo, hemostático, cosmético, diurético,

Indicações (Uso Interno): uso não recomendado.

Indicações (Uso Externo): na acne, para escurecer cabelos castanhos, ferimentos, gonorreia, hidratante para os lábios; limpeza da pele; peles secas, desidratadas, maduras (com mais de 50 anos) e sensíveis, bronquite crônica, cistite crônica, angina pectoris, arritmias, dor torácica, dor epigástrica, gastrite, intolerância a gordura, colestase, gases, distensão abdominal, vômitos, náuseas e micoses cutâneas, cistite, psoríase, doenças sexualmente transmissíveis, desordens oculares, herpes zoster, palpitações, insolação, uretrite, vaginite, colibacilose, blenorragia, impotência, picadas venenosas, sangramentos externos, cicatrizes, pele rachada, marcas de expressão, pele oleosa, alivia catarros (massagens).

Indicações Pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: nome chinês – tan xian. Para tratamento de dores estomacais. Metaboliza a umidade e as mucosidades e elimina estagnações. Utilizado em tratamentos de umidade mucosidades calor, umidade mucosidades frio, vazio de qi (energia) do coração, vazio de yin do pulmão, secura do pulmão, estagnação de sangue e estagnação de qi. Não deve ser usada em casos de calor que tenham origem num vazio de yin.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – ervas para induzir a transpiração • Categoria 2 – ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 14 – ervas para reduzir a ansiedade • Categoria 20 – ervas para aplicações externas.

Elemento predominante na MTC: Madeira e Terra.

Atuação nos Canais: Intestino grosso, coração e pulmão.

Ayurveda (Ação nos doshas): considerada planta altamente sátvica. Alivia sensações de queimação no corpo. Promove a saúde da pele e alivia inflamações. Utilizado em associação com neem e coentro para aliviar febres. Também utilizado com gokshura e coentro para aliviar queimações do trato urinário. Reduz pitta e vata e agrava kapha, se usado em excesso. Pode também agravar Ama. É uma erva leve e seca. Atua nos tecidos plasmático, sanguíneo, nervoso, muscular e urinário. Atua nos srotas (canais) circulatório, digestivo, respiratório, nervoso e urinário. Ativa a digestão e alivia dificuldades respiratórias, sede, disúria e sensações de queimação. Elimina toxinas e pára sangramentos. Promove o bem-estar mental e alivia problemas cutâneos. Para problemas relacionados a prana vata, samana vata e vyana vata. Alivia ranjaka pitta e sandhaka pitta. Alivia dores de cabeça por agravamento de pitta e por ingestão de alimentos excessivamente rajásicos como café, comidas ácidas e com sabores salgados, azedo e picante. Outras associações no ayurveda – com arjuna, cardamomo e guggul para dores no peito e estagnação de prana vata. Com shatavari, amalaki, guduchi e mustaka para inflamações intestinais. Com brahmi, gotu kola e shankapushpi para tensões nervosas e agitação. Com guduchi, manjishtha e kalmegh para inflamações cutâneas. Com vasa, anthrapachaka e pushkaramoola para congestão pulmonar. Com coentro, gokshura e punarnava para infecção urinária com pitta agravado. Acredita-se que a planta pode auxiliar no despertar da inteligência espiritual e facilita a abertura do terceiro olho e nas práticas de meditação.

Rasa: amargo.

Virya: fria.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: é um óleo proveniente de uma árvore encontrada na Índia Oriental e na região de Lingnan, na China. Desde tempos remotos, tem sido usado como incenso, bem como em forma de ingredientes em embalsamamentos e em cosméticos. Na Índia antiga, era empregado em cerimônias religiosas, sendo mencionado no Nirukta, o comentário védico mais antigo conhecido. No Egito e na China, era também usado como perfume e componente de cosméticos. Seu sabor (não confundir com o paladar) é extremamente amargo, o que o torna um estimulante da digestão, aumentando o fluxo da bílis. É extraído através de destilação da madeira e o resultado é um óleo grosso e amarelado. Sua fragrância pode ser descrita como persistente, lenhosa, doce, picante, amadeirado, floral, rico e oriental. É uma nota aromática de base que apresenta persistência média. Muito utilizado como fixador em fórmulas e perfumes. O sândalo exerce uma forte ação sobre as membranas mucosas do trato geniturinário e do sistema pulmonar, sendo usado nas infecções crônicas dessas áreas. Provou-se a eficácia do óleo de sândalo em doenças geniturinárias em que há corrimento mucoso (como na gonorreia). É eficiente contra o estreptococo e o estafilococo e, com sua propriedade antiespasmódica, é também usado na bronquite e na tosse. Externamente, o óleo de sândalo é um dos mais úteis para a pele. Ajuda a pele seca e desidratada, em forma de compressa morna; alivia também a coceira e a inflamação. Seu óleo essencial também é utilizado para resfriar o corpo durante febres e derrames. Além disso, pode ser usada para aliviar dores de pedras nos rins e na vesícula e para ajudar no tratamento de infecções urinárias. O óleo pode ser utilizado para massagens leves na testa e entre os olhos para acalmar a mente e aliviar o estresse. Utilizada também em banhos como afrodisíaco. Duas gotas na palma da mão podem ser esfregadas no cabelo para aumentar a saúde capilar e aliviar a secura dos fios. Tem boa sinergia com óleos de rosa, lavanda, pimenta-do-reino, gerânio, benjoim, vetiver, patchouli, mirra, jasmim, manjericão, cipreste, limão, palma-rosa e ylang-ylang.

Floral:não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: contraindicado uso interno. Não há contraindicações para o uso externo. Ainda assim, recomenda-se atenção durante a gravidez e também é recomendável evitar em casos de doenças renais. Seu uso não deve ser prolongado por mais de 6 semanas consecutivas.

Interações medicamentosas: não faz interação com outras drogas conhecidas mas pode interferir com a enzima cytochrome P-450 em medicamentos farmacêuticos.

Uso Veterinário: utilizada por suas propriedades anti-infecciosas.

Cultivo: o sândalo se desenvolve melhor em lugares com muito sol, chuvas moderadas e clima seco na maior parte do ano. A árvore prefere uma temperatura entre 12 °C a 30 °C. O índice pluviométrico anual deve variar entre 850 a 1200 milímetros. Em termos de altitude, a árvore se dá bem em terrenos com 360 m a 1350 m de altitude, mas prefere uma faixa entre 600 m a 1050 m. Prefere a argila vermelha ferruginosa. A árvore também pode ser plantada em solos arenosos, na terra argilosa vermelha e em vertissolos. O vertissolo é um tipo de terra preta rica em argila que se contrai drasticamente durante o tempo seco, criando rachaduras profundas. O pH do solo deve ficar entre 6 e 7,5. O sândalo tolera solos rochosos e com cascalho. O sândalo só prospera se crescer ao lado de uma planta que produza uma quantidade constante de nitrogênio, um tipo de fertilizante natural. A árvore do sândalo conecta as raízes às da planta hospedeira para obter os nutrientes necessários. O ideal é plantá-la perto de uma espécie hospedeira já estabelecida, como um pé de acácia, de preferência, de casuarina ou de um gênero tropical de perenifólias, como o pau-ferro. Se precisar plantar uma espécie hospedeira, deixe uma distância de 1,5 a 2 m da árvore de sândalo. Para o plantio será necessário germinar as sementes. Coloque as sementes de molho e seque-as. Ponha as sementes do sândalo de molho por 24 horas e, em seguida, deixe-as secar em plena luz do sol. Depois de um dia expostas ao sol, você vai perceber que elas se trincaram. Nesse momento, as sementes estão prontas para germinar. Agora, misture a terra do vaso. Você vai precisar de um pouco de terra vermelha, esterco de gado e areia. Em uma carriola ou outro recipiente, misture duas porções de terra vermelha para uma porção de areia. Encha uma bandeja de plantio com esse solo. Se você tem a intenção de plantar as sementes direto na terra do jardim, preencha o buraco com essa mistura de terra antes de colocar as sementes. Plante as sementes de sândalo em um recipiente pequeno, como um vaso ou uma bandeja de mudas. Encha o recipiente com a terra preparada e coloque as sementes a uma profundidade de 1,50 cm a 2,5 cm. Ponha um pouco de água todos os dias, mas evite regar muito a terra, já que o sândalo prefere o clima seco. Você vai perceber que dentro de quatro a oito semanas, os brotos vão despontar. Para saber se é preciso colocar mais água, afunde o dedo no solo uns 2,5 cm. Se você sentir que a terra está seca, é necessário regá-lo. Evite deixar a terra muito encharcada, pois as sementes do sândalo não resistem a essa condição. Após um mês você terá que transplantar sua muda do vaso para a terra. Abra um buraco que tenha 30 cm de largura por 5 cm de profundidade. Use uma espátula para soltar a terra das extremidades da bandeja ou vaso, coloque os dedos nas laterais da bandeja e remova a muda. Segure-a pela raiz e, delicadamente, coloque-a no buraco. É melhor transplantar a muda de manhã bem cedo, antes que o dia fique muito quente. O espaço entre o buraco e a muda deve ser completamente preenchido de terra para a água não acumular ali mais tarde. Plante as árvores de sândalo de 2,5 m a 4 m de espaço entre os pés. Evite o plantio em áreas de florestas protegidas. Em climas tropicais, a melhor época para o plantio do sândalo é entre os meses de maio a outubro. Você deve plantar a muda de sândalo a um metro de distância da planta hospedeira. Se a árvore for plantada sem a presença de plantas hospedeiras ou se ela não conseguir se fixar nos primeiros dois anos, ela morre. A planta hospedeira já deve ter pelo menos 1 m de altura. É preciso retirar todas as ervas daninhas que estiverem competindo com o sândalo pela umidade e nutrientes da terra, principalmente no primeiro ano de vida da árvore. Também é preciso observar se a planta hospedeira não está fazendo muita sombra no jovem pé. Se essa planta crescer além da altura do sândalo, ela deve ser tombada ou podada. Remova todas as ervas daninhas que subirem no pé de sândalo. Se for época de tempo seco, regue o pé de sândalo com meio litro de água, duas vezes por semana. É melhor regá-lo ao anoitecer para evitar a evaporação excessiva. Se na sua região o índice pluviométrico for abaixo do recomendado, que é de 850 a 1.200 milímetros por semana, é necessário regar a planta regularmente. Se a planta hospedeira começar a fazer muita sombra, você deve podá-la. Caso contrário o sândalo não vai receber luz solar suficiente. Pode a planta hospedeira de modo que ela fique um pouco mais baixa do que o sândalo e assim ele receba uma quantia de luz adequada. Os animais herbívoros adoram o sabor da árvore do sândalo, portanto você deve proteger a planta. Evite danos à árvore colocando uma cerca ao redor dela, o que impede o ataque de pequenos animais. O sândalo não se desenvolve bem em qualquer lugar. Se você morar em um local muito frio, a espécie não vai prosperar se a temperatura ficar negativa no inverno.

Planeta regente: seu regente é Júpiter (A astrologia da Mãe-Terra - Márcia Starck). Outra fonte assinalada seu regente como a Lua (Herbal Magick - a witchs guide to herbal folklore and enchantments - Gerina Dunwick). Manfred M. Junius em seu Practical Handbook of Plant Alchemy - assinala que a planta é regida por Júpiter e Vênus.

Indicações energéticas ou mágicas: o uso do óleo essencial é utilizado para expandir as qualidades de Júpiter. Utilizado como incenso para promover purificação. Indicado seu uso em distúrbios relacionados ao trânsito de Júpiter em Gêmeos e Saturno em Leão. A casca ou o incenso pode ser queimado nos ambientes para promover purificação e trazer proteção para a residência. Considerada uma erva para conjurar e banir espíritos. Também é utilizada como proteção contra possessões. Seu elemento é a água. Utilizado para purificação de ambiente em casamentos e sabás Wicca. Sua árvore é considerada sagrada na Índia.

Habitat: arbusto de estatura mediana, nativa da região do Mysore na Índia. É uma parasita que requer um hospedeiro pelos seus primeiros 15 anos para poder sobreviver.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: pequena árvore que atinge apenas de 6 a 9 metros, com casca macia, marrom-esverdeada. As folhas são opostas, sem estípulas, de formato oval ou lanceolado, agudas ou obtusas no ápice. As flores são de coloração vermelho-púrpura, pequenas, numerosas e agrupadas em inflorescências paniculadas. Os frutos são pequenos, esféricos e possuem somente uma semente.

Toxicidade: não há relatos de toxicidade em doses terapêuticas.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA – Fitoterapeuta, Consultor em Física do Comportamento Humano, Escritor, Palestrante e Professor, criador do ERVANARIUM.

Observações: nos Vedas hindus, o sândalo era usado como incenso e como unguento. A árvore do sândalo indiano está ameaçada de extinção e é proibida sua extração. Recomenda-se que não se compre óleo essencial de sândalo indiano, dando preferência a variedade sandalo amiris, produzida no Haiti. Outra opção é o sandalo spicata, disponível na Austrália, apesar das duas opções não serem tão potentes quanto o santalum album. O óleo é frequentemente adulterado com óleo de castor e óleo de cedro, no mercado ilegal. O sândalo vermelho (pterocarpus santalinus L. F.) também tem propriedades similares ao sândalo branco. A madeira do sândalo é muito apreciada pelo seu odor adocicado e calmante pelos povos da Ásia, é usada para incenso, perfumaria e como remédio. A sua madeira e os óleos essenciais extraídos desta são usados para infecções, diarreia, inflamações dérmicas, leucorreia, deficiência cardíaca, depressão, impotência, frigidez, varizes, hemorroidas e fadiga. Há relatos de uso desta planta há mais de 4.000 anos.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • https://pt.wikihow.com/Cultivar-uma-%C3%81rvore-de-S%C3%A2ndalo • A astrologia da Mãe-Terra - Márcia Starck - Pensamento • As plantas e os planetas - Ana Bandeira de Carvalho - Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia - Anônimo - PDF • Ayurvedic medicine - the principles of tradicional practice - Sebastian Pole - Churchill Livingstone • Chinese and related North American Herbs - phytopharmacology and therapeutics values - Thomas S. C. Li - CRC Press • Apostila Fito Chinesa II - Prof. Antonio de Bortolli - Delta Educação • Herbal Magick - a witchs guide to herbal folklore and enchantments - Gerina Dunwick - New Page Books • Herbs for Chronic Fadigue - Kathi Keville - NTC Contemporary • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails - Brigitte Mars - Keats Publishing Inc • Indian Medicinal Plants - C.P Khare - Springer • Practical Handbook of Plant Alchemy - Manfred M. Junius • The Ayurveda Encyclopedia - Swami Sadashiva Tirtha • Wicca - A Feitiçaria Moderna - o livro das ervas, magias e sonhos - Gerina Dunwich • The Yoga of Herbs - Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad - Lótus Press • Aromaterapia - a cura pelos óleos essenciais - Marcel Lavabre - Ed. Nova Era • Guia completo de Aromaterapia - Joanna Hoare - Pensamento •



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