* As informações deste banco de dados são apenas para pesquisa. Não recomendamos automedicação. Procure sempre um profissional habilitado. *


Moringa

Moringa
Nome Popular: Moringa

Outros nomes: Acácia-branca, Cedro, Moringueiro, Árvore-rabanete-de-cavalo, Quiabo-de-quina, Akásia-branka (Cabo Verde), Drumstick, Horse-Radish (inglês), Sahajan (Unani), Murungai (Tamil/Siddha), Arango, Árbol de las Perlas, Behen, Ben Ailé, Ben Nut Tree, Ben Oléifère, Benzolive, Canéficier de l’Inde, Chinto Borrego, Clarifier Tree, Indian Horseradish, Jacinto, Kelor Tree, Malunggay, Marango, Mlonge, Moringe de Ceylan, Mulangay, Murungakai, Narango, Nebeday, Paraíso Blanco, Perla de la India, Pois Quénique, Sahjna, Saijan, Saijhan, Sajna, San Jacinto, Shagara al Rauwaq, Shigru, Terebinto, Morangue (Timor), Moxingo (Índia), Noz-de-ben, Nux-de-ben.

Nome Científico: Moringa oleifera Lam.

Família: Moringaceae.

Nomes Botânicos: Guilandina moringa L., Moringa moringa (L.) Millsp., Moringa pterygosperma Gaertn., Moringa zeylanica Burmann.

Nome Farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes Usadas: todas as partes da planta. Flores, raízes, folhas, casca, vagens e sementes.

Sabor: picante e amargo.

Constituintes Químicos: as sementes contêm cerca de 30% de óleo com alto teor de oleína, uma mistura de polissacarídios complexos e duas substâncias antibióticas, a pterigospermina e o ramnosiloxibenzilisotiocianato. Nas cascas do caule encontram-se alcalóide, resinas, mucilagem. Contém ácido margarico, benico, moringuico.

Propriedades Medicinais: antibiótico, cicatrizante, abortífero, analgésico (raízes e casca), antibacteriano (casca), antiedêmico, anti-inflamatório (raízes e casca), antipirético (vagens), antisséptico, antiespasmódico, antitumor, aperitivo, antiviral, afrodisíaco, cardiodepressor, cardiotônico (suco das raízes), carminativo, colagogo (flores), colerético, depurativo, diurético (flores), embólico, emético, emenagogo, estrogênico, expectorante, fungistático (casca), hipotensivo, imunoestimulante, imunossupressor, litolítico, mutagênico, piscicida, protisticida, sedativo, espasmogênico, estimulante (flores), estomáquico, uterotônico, vasoconstritor, vermífugo (flores e sementes), vesicante, vibriocida, anti-helmíntico (vagens), anti-eplético (suco das raízes), antiparalítico (raízes e frutos), antiviral (raízes e casca), hipoglicemiante (casca e flores no vapor), anti-fertilidade (raízes e casca), laxativo (raízes), anti-diarreico, anti-microbiano, anti-diabético, lactagogo, contraceptivo, antioxidante, rubefasciente (uso externo), febrífugo, aglutinante (sementes), alimentício (folhas).

Indicações (Uso Interno): combate amebas, adenopatia, alopecia, artrose, asma, bactérias, biliosidades, febre, queimação, cálculos, câncer de abdômen, câncer do colón, câncer de fígado, câncer nasofaríngeo, câncer do baço, cardiopatia, cáries, catarro, cólera (raízes), resfriado, cólica, constipação, convulsão, tosse, câimbra, diabete (vagens fritas), hidropisia, disenteria, dismenorreia, dispepsia, disuria, dor de ouvido, edemas, enterose, eplepsia, erisipela, a bactéria escherichia coli, fratura, fungo, gastrose, gengivite, gota (raízes e casca desidratadas), alucinação, dor de cabeça, males do coração, hematuria, hepatite, soluços, pressão alta, roquidão, histeria, imunodepressão, infecção, infertilidade, insônia, lepra, leucemia, pressão baixa, lumbago, loucura, larvas, malaria, nefrose, debilidade nervosa, neuralgia, oftalmia, sofrimento, paralisia, faringite, pneumonia, reumatismo, renite, salmonella, Scirrhus carcinoma, escrófula, o vírus Shigella, inflamações, inflamação na garganta, espasmos, esplenomegalia, esplenose, bactérias Staphylococcus e Streptococcus, inchaço, sincope, sífilis, tétano, dor de dente, tuberculose, tumor, úlceras estomacais e intestinais, vertigem, em diversos tipos de vírus, retenção de liquido, vermes, febre amarela, fígado e baço dilatados, desordens do movimento gastrointestinal (folhas), contra os efeitos debilitadores do HIV, combate obesidade, combate vírus Epstein-Barr, fadiga crônica, bronquite, para inflamações das mucosas em lactantes, renova as células epiteliais do cérebro e dos órgãos sexuais, anemia, artrites reumatismos, dores nas juntas, dores de estômago, espasmos intestinais, desordens da tireoide.

Indicações (Uso Externo): caspa, dermatose, micose, verrugas, feridas, sarna, picada de cobra, abscessos, hemorroidas e fístulas anais (folhas, sementes, casca das raízes e casca vaporizada), pé de atleta.

Indicações Pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Elemento predominante na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Atuação nos Canais: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Ayurveda (Ação nos doshas): nomes ayurvédicos - Shigru (white var.), Madhu Shigru, Sigra, Shobhaanjana, Haritashaaka. Raktaka, Murangi, Mochaka, Akshiva, Tikshnagandhaa.

Rasa: picante e amargo.

Virya: fria.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: as vagens novas podem ser cozidas e igualam-se aos aspargos ou as vagens de feijão. É bastante utilizada desta forma no Haiti. Médicos da Índia indicam as raízes nas febres intermitentes, epilepsia, histeria, paralisia, reumatismo, hidropisia, hipertrofia do fígado e do baço e como emenagogo.

Aromaterapia: seu óleo é rico em vitamina ,E uma das principais aliadas para a pele. Devido aos seus ácidos graxos essenciais, nutre, hidrata, umecta, brinda elasticidade e brilho à pele. A moringa é um antioxidante notável que ajuda a atrasar o envelhecimento e lutar contra os radicais livres, algo fundamental para evitar o surgimento de rugas. Pode ser aplicado diretamente sobre as regiões afetadas. Das sementes extrai-se um óleo fixo, conhecido como óleo de Behen ou Ben, purgativo e de aplicação industrial.

Floral:não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: contraindicado durante a gestação. Altas doses do suco das folhas induzem ao vômito. As folhas da Moringa oleífera não são recomendadas sem autorização e acompanhamento médico para quem tem problemas na tireoide ou qualquer outro causado pela ingestão de iodo. Pode causar nausea, diarréia e queimação. Baixar as dosagens se sentir nausea. Algumas pessoas sentem desconforto estomacal com queimação ao tomar a erva com água. Recomenda-se tomar com bebidas mais densas ou cozinhar junto com a comida. Folhas podem engrossar o sangue. Deve ser consumida com cuidado por pessoas que utilizam medicamentos para tornar o sangue mais fino. As raízes são consideradas abortivas.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: pode ser plantada como forrageira, para alimentar carneiros, cabritos, coelhos, galinhas caipiras, vacas leiteiras. Planta-se as sementes a cada 80 centímetros. Quando a planta atinge 80 centímetros de altura, corta-se os ponteiros. Após nova brotação, vão surgir vários brotos. Quando eles atingirem 30 centímetros, corta-se novamente todos os ponteiros, para que haja uma nova brotação. Assim a planta fica mais encorpada. Após essa segunda quebra de ponteiros, pode-se cortar os brotos e retirar as folhas para servir como alimento. Pela sua concentração de vitaminas e sais minerais, é um alimento nobre que ajuda a reduzir o custo da criação.

Cultivo: a Moringa pode ser propagada por meio de sementes ou de estaquias. Os espaçamentos variam de acordo com a finalidade do plantio. Se for para a produção de sementes a distância entre plantas variam de 3 a 5 metros. Para a produção de forragem ou biomassa os espaçamentos podem ser de 60 cm entre linhas e de 25 cm entre plantas. Destinada à produção de sementes, a primeira colheita acontece entre seis meses e um ano após o plantio. Devidamente podada, a planta produz mais ramos e pode render três colheitas anuais, podendo produzir até 3 mil kg de sementes por hectare. Em seu grão contém aproximadamente 42% de óleo. Cultivada para a produção de biomassa o seu crescimento é muito rápido e pode render até 600 toneladas por hectare ano, em vários cortes. A sua polinização é efetuada por pássaros e insetos.

Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: planta nativa das áreas sub-Himalaias da Índia, Paquistão, Bangladesh e Afeganistão.

Informações clínicas e/ou científicas: a Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergipe, em um trabalho pioneiro, vem realizando um estudo preliminar com plantas de M. oleifera, relativo ao seu comportamento nas condições climáticas da região. O interesse pela potencialidade da planta vem crescendo consideravelmente na comunidade e um programa de produção de mudas já está em andamento. O plantio de mudas de M. oleifera nas estações experimentais deste Centro também já foi iniciado para que se constituam bancos de semente de futuros de programas de aproveitamento da planta como fonte de alimento e purificador natural de água para as populações das áreas sujeitas à secas.

Descrição botânica: é uma planta perene, com aproximadamente 5 m de altura, de tronco delgado e folhas compostas. As flores são numerosas e floresce o ano todo. Os frutos são longos, parecidos com uma vagem e contém muitas sementes.

Toxicidade: 15g de casca de raiz tem efeito abortivo.

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA - Fitoterapeuta e Professor, criador do ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira. LUCIANA OLIVEIRA - Bióloga formada pela UFRGS, Artista Floral e Fitoterapeuta formada pelo ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/11/luciana-oliveira.

Observações: óleo utilizado em óleos para cabelos e loções bronzeadoras. Tem sete vezes mais vitamina C que a laranja. Quatro vezes mais cálcio que o leite. Duas vezes a proteína do Yogurte. Quatro vezes mais vitamina A que a cenoura. Três vezes mais potássio que a banana. Tem 7% de proteína, equivalente à carne do boi. Mais ferro que o espinafre. Vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e beta caroteno. Minerais presentes: Cromo, Cobre, Fósforo, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Selênio e Zinco. Em muitos países se planta a Moringa como ornamental, pois ela produz flores o ano inteiro, sendo a única planta conhecida com essa capacidade. As suas flores são muito utilizadas para alimentação de abelhas tipo Europa (Apis) ou as nativas sem ferrão. Produzem muito néctar para a alimentação das abelhas, florescendo o ano todo. De suas folhas, flores ou sementes, se pode extrair um produto, utilizado como decantador no tratamento de água para consumo humano, similar aos produtos aos químicos utilizados pelas companhias de tratamento de água. As folhas maceradas em poças de água barrenta provocam rápida limpeza. Se não estiver contaminada, fica própria para o consumo. No Nordeste brasileiro esta planta já está sendo utilizada para este fim. De suas cascas se faz artesanato, pois são muito maleáveis e próprias para moldar e fazer cestos, trançados, etc. Pode ser processada para extrair uma fibra, para produzir tapetes. Sua seiva tem gosto adocicado. Pode-se plantá-la em canteiros, como uma hortaliça, e quando a planta atinge cerca de 30 centímetros, arranca-se o pé e se extrai uma batata para consumo alimentar. Tem gosto de rábano, próximo do rabanete, A seiva e a batata, tem todas as vitaminas da plantas em concentração. Essa batata pode ser comida em saladas ou refogados. Ou mesmo em sucos de frutas ou legumes. Após esse período de 30 dias a batata desaparece e transforma-se na raiz da planta. De sua semente se extrai um óleo similar em qualidade ao azeite de oliva. O mel de moringa é considerado medicinal e alcança elevado valor no mercado europeu. Pela produção intensiva de flores e sementes, estudos recentes recomendam seu plantio para extração de biodiesel de suas sementes. Por suas propriedades alimentícias, pode ser utilizada em tratamentos de desnutrição, pois é rica em proteína, vitaminas e sais minerais. Também pode ser utilizada no combate à obesidade e ao colesterol elevado, substituindo com nutrição equivalente, mas com muito mais vitaminas e sais minerais, a carne e vários outros alimentos que engordam ou que são ricos em gorduras saturadas. Existe citação do uso dessa planta com essa finalidade na Bíblia, em Exodus 15:20-25. Ela é considerada um milagre da natureza, uma verdadeira farmácia natural. A principal propriedade da Moringa tem sido a capacidade de suas sementes de atuar como um coagulante da água para a remoção de partículas, fungos e microrganismos patogênicos e cianobactérias. Estas sementes, após serem trituradas e adicionadas à água,se juntam as bactérias e criam partículas maiores. Estas decantam no fundo do recipiente onde está armazenada a água, sendo facilmente retiradas posteriormente. O processo consegue retirar entre 90 e 99,9% das bactérias, mas é aconselhado um procedimento complementar para o seu uso potável, como a fervura da água. Este método de purificação da água já foi utilizado em países como o Malawi, inclusive em tratamento de água em grande escala, e os principais estudos a esse respeito são do Enviromental Engineering Group (Grupo de Engenharia Ambiental), da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Quando reproduzida através da técnica de estaquia, produz raízes capazes de conter a erosão dos solos. A madeira é usada na produção de papel e de fibras têxteis.

Fontes de pesquisa: http://www.plantamed.com.br/ • http://sempresustentavel.com.br/terrena/moringa-oleifera/moringa-oleifera.htm • http://ideiaweb.org/?p=1462 • http://www.cienciaviva.org.br/artigo/moringa_oleifera_que_planta_e_essa_que_tudo_da • http://belezadacaatinga.blogspot.com.br/2010/12/moringa.html • http://www.webmd.com/vitamins-supplements/ingredientmono-1242-MORINGA.aspx?activeIngredientId=1242&activeIngredientName=MORINGA • http://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%A1cia-branca • http://www.med-health.net/Moringa-Oleifera.html • http://www.bchicomendes.com/cesamep/moriolei.htm • Handbook of Medicinal Herbs - James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke - CRC Press • Indian Medicinal Plants - C.P Khare – Springer • Medicinal Plants - utilisation and conservation - 2ª revised and enlarged edition - P. C Trivedi - Aavishkar Publishers, Distributors • Botânica - Introdução à Taxonomia Vegetal - C.E.N - Aylthon Brandão Joly • Dicionário Brasileiro de Plantas Medicinais - Kosmos - Francisco José de Abreu Matos •



REDES SOCIAIS

ERVANARIUM
contato@ervanarium.com.br




© Copyright 2013 - Todos os direitos reservados à Ervanarium